Na nossa sociedade existe um conceito chamado de “homem de verdade”. Ser um homem de verdade não é tarefa fácil, até porque este conceito é muito vago e pode englobar uma quantidade muito grande de comportamentos, incluindo comportamentos machistas. Contudo, há uma atitude específica que está implícita em ser um “homem de verdade” que é deixar a sua mãe.

Quando uma criança nasce é natural, na verdade imprescindível, que ela tenha uma figura de apego que a nutra, proteja, cuide, alimente, e faça tudo que ela precisa para sobreviver. Há uma espécie de simbiose entre a mãe e o bebe que, em determinados momentos, parecem que são um só ser.

À medida que o garotinho vai crescendo o pai tem uma função muito importante, quebrar esta simbiose entre a mãe e o filho para que a criança possa conquistar sua independência. Quanto mais velho, mais independente o garoto deve ser de sua mãe.

Esta é a ordem natural das coisas e como devem ser seguidas, entretanto nem sempre as coisas acontecem assim. Há determinadas mães que ligam-se tanto a seus bebes que não permitem que eles cresçam, seja por que dedicaram-se a vida delas a eles a não sabem o que fazer quando forem deixadas, ou ainda pelo pai não ter força suficiente para romper o vínculo simbiótico da mãe com bebe.

“Portanto deixará o homem o seu pai e sua mãe, e apegar-se há a sua mulher, e serão ambos uma carne”

GÊNESIS 2:24

Se este vínculo simbiótico não for quebrado, invariavelmente irá causar problemas para o menino, principalmente quando ele se envolver em um relacionamento com uma mulher. E os problemas não se limitam aos relacionamentos amorosos, também podem estar relacionado a identidade, ao senso de auto eficácia e autoestima, e até mesmo em transtornos mentais como ansiedade de depressão. Vejamos como cada um desses problemas são instalados:

Senso de auto eficácia prejudicado: quando o menino não desenvolve autonomia para tomar as próprias decisões e arcar com as responsabilidades decorrentes disso ele pode desenvolver um sentimento de que não consegue fazer as coisas sozinho. Ao crescer vai ser um homem inseguro de suas capacidades e potencialidades, precisando que sempre alguém o direcione. Também vai ser um homem que vai ter dificuldade na resolução de problemas e em tomar iniciativas. Esse homem vai ser assim quando tem uma mãe que tomas as decisões por ele, isso faz com que ele se torne dependente dela. Comportamento problema da mãe: querer decidir tudo para os filho.

Baixa autoestima: A autoestima do homem pode ser rebaixada à medida que ele se compara com outros homens da mesma idade e condição social dele e percebe que eles tem autonomia, maior capacidade de correr atrás de seus sonhos e são sentem mais confiantes. Este homem pode se sentir inferior e incapaz. Comportamento problema da mãe: evitar excessivamente que o filho se frustre.

Problemas de identidade: a identidade é uma definição que fazemos de quem nós somos. Homens que apresentam dificuldade de quebrar o vínculo com a mãe podem não saber muito bem quem é, do que gosta e o que deve fazer da vida. Comportamento problema da mãe: impor suas vontades em detrimento das do filho.

Dependência emocional: a dependência emocional é o apego excessivo a outra pessoa, e a ausência, mesmo que temporária, desta pessoa acaba desestabilizando o cara. Um homem apegado emocionalmente na mãe é aquele que tem que ver a mãe todos os dias, que conta tudo o que acontece com ele para ela, que a inclui em tudo, seja em atividades de lazer ou tomadas de decisão. Comportamento problema da mãe: chantagem emocional e manipulação para manter o filho por perto.

Controle sobre o comportamento do filho: algumas mães conseguem, de alguma forma, controlar o que o filho pode ou não fazer. São homens que priorizam a “felicidade” da sua mãe em detrimento da de outros e, até mesmo, de sua própria. Esses homens podem da dinheiro que não poderiam para a família de origem, tomar decisões pensando no que a mãe gostaria que ele fizesse, ser humilhado pela mãe ou pelos pais e ainda se sentir que é o culpado. Comportamento problema da mãe: dispender afeto condicional ao filho, mimar quando ele faz algo para ela e tratar como inadequado quando não atende seus pedidos. Chantagem emocional para gerar culpa nele também está muito presente.

Arrogância, egoísmo: em alguns casos a forma de criação pode fazer com que o homem desenvolva uma personalidade arrogante e egoísta, com dificuldade de entender e suprir necessidade de outras pessoas que não a mãe. Ele cresce achando que merece tudo do bom e do melhor e tem direito de fazer o que quiser. Comportamento problema da mãe: mimar.

Dever satisfação à mãe: alguns homens contam tudo o que acontece com eles à mãe. Mesmo que essas mães não interfiram nas decisões, é como se eles tivessem que prestar contas à elas. Comportamento problema da mãe: questionar frequentemente sobre a vida do filho, mesmo eles já sendo adultos.

Depressão e ansiedade: é uma consequência dos vários problemas acima. Baixo autoestima pode levar o homem a não se ariscar o suficiente, ou a se contentar com menos do que consegue, o mesmo com a falta de autoconfiança. A arrogância e o egoísmo vai trazer problemas nas relações interpessoais. Ter outra pessoa controlando a vida do cara faz ele se sentir insatisfeito. Tudo isso pode levar o homem a desenvolver um sentimento de tristeza ou sentir-se ansioso em várias situações do dia a dia.

PROBLEMAS NOS RELACIONAMENTOS AMOROSOS

Quando um homem apresenta uma ou mais das características acima ele pode ter problemas em seu relacionamentos amorosos. Uma sogra que se intromete na relação é um problema em si, e cabe ao filho desta mulher impedir que ela cause estragos. Se o homem não consegue colocar este limite, o caos está criado.

Em uma relação onde o senso de auto eficácia está prejudicado, o homem que é inseguro vai precisa que sempre tenha alguém mandando nele. Se a mulher com que ele está se relacionando se sente tranquila em mandar no marido, tudo bem. Entretanto a maioria das mulheres não desejam ter que ficar mandando no cara, elas querem dividir a responsabilidade não ter toda ela para si. Por outro lado, se a sogra que comanda o filho, a mulher dele vai se sentir em segundo plano e sem importância, é briga na certa.

A baixa autoestima é, em si, um problema sério até para conseguir se engajar em um relacionamento. Estar com um homem que não se ama pode fazer a mulher sentir que merece alguém melhor, afinal nem ele gosta de si mesmo. Também levar o homem a ser submisso uma vez que ele não se sente confiante em confrontar a mulher, o que pode gerar incomodo e falta de confiança dela nele.

Os problemas de identidade são bem complicados em um relacionamento. Se uma pessoa não se conhece ela não sabe muito bem o que quer da vida. Uma mulher pode acabar em um relacionamento em que o homem é instável, toda hora muda de opinião e de humor e parece que nada está bom pra ele. E se não está bom pra ele, para ela não estará também.

A dependência emocional pode impactar de duas formas. A primeira é se esta dependência está relacionada a mãe, isso vai fazer com que a mulher fique em segundo plano e não consiga ter uma relação saudável com este homem; é um relacionamento fadado ao fracasso. A segunda é se esta dependência, que era da mãe, seja transferida para o relacionamento. Neste caso o homem vai ser alguém inseguro, grudento, que vai tentar agradar de todos os jeitos, e com o humor dele dependendo do dela, ou seja, com instabilidade emocional. Neste caso muitas vezes a mulher tem medo de que se terminar o relacionamento o cara se mate.

Em um relacionamento o egoísmo e a arrogância não tem vez. Quanto mais egoísta e/ou arrogante uma pessoa for, pior vai ser para seu cônjuge. Ao estar com um homem egoísta a mulher vai, impreterivelmente, se sobrecarregar com alguma coisa, seja tarefas de casa, problemas financeiros ou não ter suas necessidades emocionais atendidas em detrimento das dele.

Terapia em dia é o que de melhor o homem pode oferecer à uma mulher

Luiz Silverio

Se um homem tem o comportamento de dar satisfação ou contar tudo o que acontece com ele para a mãe, uma hora ou outra a mulher vai se irritar com esse tipo de coisa. Mesmo que a sogra não interfira na vida deles (o que pode ser difícil se ele reclamar da mulher pra ela), é como se tivesse uma terceira pessoa na relação.

A depressão pode interferir no relacionamento de várias formas: diminuição no desejo sexual, falta de motivação para fazer atividades, querer ficar só em casa, dificuldade para dormir que atrapalha o outro, o homem se irrita facilmente. Já a ansiedade também é deletéria, ela pode fazer o homem ter ejaculação precoce ou disfunção erétil, diminuir o desejo sexual, querer ficar sozinho e ter muitos pensamentos negativos.

Depois de tudo o que falei dá para ver como é difícil se relacionar com um homem que não consegue desgrudar da mãe. Em alguns casos apenas uma boa conversa pode ser o suficiente, em outros é necessário que o cara vá para a terapia.

Apenas uma observação: lendo o texto pode parecer que as mães são as culpadas por este apego excessivo, só não se esqueça que não há um manual de como ser a mãe perfeita. No geral as mães fazem o melhor que podem com as condições psicológicas e sociais que possuem. Em outras palavras, não adianta culpar a sogra pelos comportamentos do filhos, tem que é trabalhar com ele a mudança de comportamento.

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